Barata eleger o Baygon para cuidar do patrimônio público e do próprio emprego é transformar a urna em dedetização voluntária. A barata eleitora do Baygon não ganha imunidade por ter apertado o botão: para a planilha da privatização, continua sendo só custo a ser eliminado.
No vídeo publicado por Flávio Bolsonaro, a promessa é privatizar 95% das estatais. Não é “mal-entendido”, nem corrente de grupo de família: é agenda declarada. Votar no anúncio da liquidação e depois torcer para o próprio emprego escapar da lista é jogar o contracheque na roleta da exceção.
Com a Petrobras, o caminho da venda de subsidiárias e ativos já foi levado adiante sem autorização legislativa específica para cada operação; o Congresso chamou a estratégia de “fatiamento”. Se fizeram isso com a Petrobras, imagina o que podem desenhar para o SERPRO: quem depende da empresa não pode esperar o edital para começar a fazer conta.
Até o contracheque entrega a escolha. Nas datas-base de 2019 a 2022, sob Bolsonaro, os reajustes salariais do SERPRO somaram 22,65%, enquanto o INPC acumulou 30,27%: perda real acumulada de 5,85%. Foi 3,55% para inflação de 5,07% em 2019; 0% contra 2,46% em 2020 — o abono de R$ 2.210 não se incorporou ao salário —; 5,31% para 7,59% em 2021; e 12,47% para 12,47% em 2022. Nas datas-base de 2023 a 2026, sob Lula, os reajustes acumularam 22,15% diante de INPC de 17,57%: ganho real acumulado de 3,90%. Nos quatro ACTs, veio INPC cheio mais 1% de ganho real. A barata eleitora do Baygon pode chamar de detalhe; o poder de compra chama de escolha política.
Este simulador existe para transformar o susto em número. Preencha os dados, guarde cenários e se prepare agora: discurso de campanha passa; boleto, demissão e retirada de patrocínio não esperam a próxima eleição.
Planejamento Trabalhista e Previdenciário para Empregados do SERPRO